Autor e escritor de desenvolvimento pessoal, filosofia, propósito, comportamento, vida e espiritualidade.
Como Parar de Procrastinar: 8 Passos Fáceis e Práticos
Como Parar de Procrastinar: 8 Passos Fáceis e Práticos

Como Parar de Procrastinar: 8 Passos Fáceis e Práticos

Você sabe o que precisa fazer.

Estudar para uma prova.

Terminar um projeto.

Responder aquele e-mail.

Começar a academia.

Tirar uma ideia do papel.

Você pensa nisso.

Sabe que deveria começar.

Mas alguma coisa puxa você para longe.

Você pega o celular “só por alguns minutos”.

Abre uma rede social.

Assiste a um vídeo.

Responde uma mensagem.

Quando percebe, uma hora desapareceu.

A tarefa continua exatamente onde estava.

E então vem a culpa.

“Eu devia ter começado.”

Amanhã você promete que será diferente.

Até amanhã chegar.

Esse é o verdadeiro problema da procrastinação.

Não é o atraso de uma tarefa isolada.

É quando adiar começa a virar o seu jeito padrão de lidar com aquilo que causa desconforto.

Porque quase sempre existe algum desconforto envolvido.

A tarefa parece difícil.

Você não sabe por onde começar.

Tem medo de errar.

Quer fazer perfeitamente.

Está cansado.

Não quer lidar com aquilo agora.

E o celular oferece uma alternativa muito mais fácil.

Uma pequena recompensa imediata em troca de um problema que continua esperando.

A procrastinação funciona assim:

você troca um desconforto pequeno agora por um problema maior depois.

E quanto mais você repete isso, mais natural parece fugir.

A saída não é esperar a motivação aparecer.

É aprender a começar antes de sentir vontade.


1. Faça malfeito, mas comece

Essa talvez seja a regra mais importante.

Se você precisa escrever um trabalho, escreva a primeira frase.

Se precisa estudar, abra o livro e leia uma página.

Se precisa organizar a casa, arrume uma gaveta.

Se precisa começar um projeto, abra o documento e escreva algumas linhas.

Não exija que o primeiro passo seja bom.

Ele só precisa existir.

Muitas vezes, o que assusta não é a tarefa em si.

É a imagem do resultado final.

Você pensa no trabalho inteiro.

Nas dezenas de páginas.

Na apresentação perfeita.

No projeto funcionando.

No resultado que será avaliado.

Tudo parece grande demais.

Então você foge.

Reduza a missão.

Não pense em terminar.

Pense em começar.

Escreva uma frase ruim.

Faça uma primeira versão incompleta.

Leia uma página.

Resolva um exercício.

O primeiro passo não precisa provar nada.

Ele só precisa colocar a tarefa em movimento.

Depois que existe movimento, continuar costuma ser muito mais fácil do que começar.


2. Dê um chute de 5 minutos

Ainda está difícil começar?

Então não prometa terminar.

Prometa apenas cinco minutos.

Coloque um cronômetro.

Comece.

Durante esses cinco minutos, esqueça o resultado final.

Sua única obrigação é permanecer na tarefa.

Depois, você pode parar.

Mas existe uma boa chance de não querer parar.

Porque antes de começar, a tarefa parece maior do que realmente é.

A resistência está concentrada naquele momento anterior à ação.

Depois que você entra na atividade, o peso diminui.

Por isso, em vez de perguntar:

“Consigo fazer tudo isso?”

pergunte:

“Consigo fazer isso por cinco minutos?”

Quase sempre, a resposta é mais fácil.

E esse é o ponto.

Você não está tentando terminar o projeto.

Está apenas quebrando a barreira inicial.

Cinco minutos não resolvem tudo. Mas podem resolver o problema de continuar parado.


3. Mate a distração antes que ela mate seu foco

Você pode ter disciplina.

Motivação.

Boas intenções.

Mesmo assim, se o celular estiver ao seu lado vibrando a cada dois minutos, você está tornando a tarefa desnecessariamente difícil.

Não transforme força de vontade em estratégia.

Quando for fazer algo importante, deixe o celular longe.

Desative notificações.

Feche as abas que não têm relação com a tarefa.

Se possível, trabalhe em um ambiente onde outras pessoas também estejam concentradas.

A lógica é simples:

facilite o comportamento que você quer ter e dificulte aquele que quer evitar.

Se o celular está na sua mão, você precisa decidir dezenas de vezes não usá-lo.

Se ele está em outro cômodo, uma decisão pode resolver o problema.

Isso vale para qualquer distração.

Não deixe a tentação participar da tarefa e depois reclame que faltou disciplina.

Um ambiente ruim transforma pequenas distrações em batalhas constantes.


4. Pare de negociar com o “depois eu faço”

“Daqui a pouco eu começo.”

“Depois do almoço.”

“Quando terminar esse vídeo.”

“À noite eu resolvo.”

“Quando estiver mais tranquilo.”

Essas frases parecem inofensivas.

Mas repetidas todos os dias, criam um mecanismo automático.

Você não decidiu fazer depois.

Você apenas adiou a decisão.

Existe uma maneira simples de interromper isso.

Troque intenção por compromisso.

Em vez de:

“Vou estudar mais tarde.”

Diga:

“Às 19h30 vou estudar durante 25 minutos.”

Em vez de:

“Preciso começar o projeto.”

Diga:

“Às 9h vou abrir o documento e escrever a primeira parte.”

Quanto mais específico, melhor.

Horário.

Lugar.

Duração.

Primeiro passo.

Isso reduz o espaço para negociação.

Porque a procrastinação adora frases vagas.

“Depois” é um lugar onde muitas tarefas vão morrer.


5. Quebre a tarefa até ela perder o medo

“Preciso terminar meu TCC.”

“Preciso fazer minha declaração.”

“Preciso estudar matemática.”

Essas frases descrevem projetos.

Não ações.

E projetos grandes são difíceis de começar porque exigem que você carregue o problema inteiro na cabeça.

Faça o contrário.

Transforme o projeto em pequenas ações:

— abrir o documento;

— escrever o título;

— pesquisar três fontes;

— ler cinco páginas;

— responder duas questões;

— revisar um parágrafo.

Agora existe um próximo passo.

Você não precisa saber como terminar tudo.

Precisa saber o que fazer agora.

Essa diferença parece pequena.

Mas muda completamente a sensação da tarefa.

Uma montanha paralisa.

Uma escada mostra onde colocar o próximo pé.

Por isso, quando perceber que está adiando alguma coisa, pergunte:

“Qual é a menor ação concreta que faria isso avançar?”

Depois faça apenas essa.


6. Faça primeiro o que realmente importa

Existe uma forma sofisticada de procrastinar:

ficar ocupado.

Você responde mensagens.

Organiza arquivos.

Limpa a mesa.

Pesquisa ferramentas.

Planeja a semana.

Atualiza a agenda.

Tudo parece produtivo.

Mas a tarefa principal continua parada.

Isso é perigoso porque você termina o dia cansado e com a sensação de que trabalhou muito.

Só que aquilo que realmente importava continua esperando.

Então, antes de começar o dia, pergunte:

“Se eu só pudesse concluir uma coisa hoje, qual faria mais diferença?”

Comece por ela.

Não porque as outras tarefas não importam.

Mas porque as tarefas fáceis costumam oferecer uma recompensa imediata.

As importantes, nem sempre.

Não confunda movimento com progresso.

Responder dez mensagens pode ocupar mais tempo do que começar aquele projeto.

Mas apenas uma dessas coisas talvez tenha o poder de mudar o que você realmente precisa mudar.


7. Quando travar, descubra o que você está evitando

Às vezes, a procrastinação não é sobre preguiça.

É sobre medo.

Você está evitando uma tarefa porque ela parece difícil.

Porque não sabe fazer.

Porque pode errar.

Porque alguém vai avaliar.

Porque você não sabe por onde começar.

Ou porque o resultado pode não ser tão bom quanto gostaria.

Nesse caso, simplesmente mandar você “ter disciplina” não resolve muita coisa.

Você precisa descobrir o que está por trás da resistência.

Pergunte:

“O que exatamente está me fazendo fugir disso?”

Se você não sabe fazer, procure ajuda.

Se parece difícil, divida em etapas.

Se está confuso, defina o próximo passo.

Se tem medo de errar, faça uma primeira versão imperfeita.

Se está tentando fazer tudo perfeitamente, estabeleça uma versão mínima aceitável.

A pergunta muda o problema.

Você deixa de lutar contra:

“Não consigo começar.”

E passa a investigar:

“O que está tornando o começo difícil?”

Às vezes, a melhor maneira de vencer a procrastinação é resolver aquilo que está tornando a tarefa emocionalmente pesada.


8. Se perdeu tempo, pare de perder mais

Essa é uma das armadilhas mais cruéis.

Você procrastinou durante uma hora.

Então pensa:

“Já perdi mesmo. Agora começo amanhã.”

Não.

Uma hora perdida não precisa virar um dia perdido.

Você não precisa recuperar a hora.

Precisa impedir que ela leve as próximas.

Feche a distração.

Levante.

Pegue o material.

Escolha uma pequena ação.

Comece.

Sem culpa.

Sem discurso.

Sem esperar a próxima segunda-feira.

O passado não precisa determinar o restante do dia.

Essa habilidade é extremamente importante.

Porque muita procrastinação acontece em duas etapas:

primeiro você adia a tarefa;

depois adia ainda mais porque se sente culpado por ter adiado.

O erro inicial vira uma justificativa para continuar errando.

Quebre o ciclo no meio.

Percebeu?

Volte.

Você não precisa salvar o dia inteiro. Só precisa parar de perdê-lo.


Procrastinação também tem a ver com descanso

Aqui existe uma distinção importante.

Você precisa descansar.

Precisa dormir.

Precisa ter lazer.

Precisa fazer coisas que não têm relação direta com produtividade.

Nem todo adiamento é procrastinação.

Às vezes, você conscientemente decide deixar uma tarefa para amanhã porque outra coisa é mais importante.

Isso é uma escolha.

O problema aparece quando você não escolhe.

Você apenas escapa.

Abre o celular por dez minutos.

Duas horas passam.

A tarefa continua esperando.

E você sabe que estava evitando justamente aquilo.

Então faça uma pergunta simples:

“Estou escolhendo descansar ou estou fugindo?”

Se você cumpriu suas prioridades e decidiu descansar, existe intenção.

Se você usa qualquer distração disponível para evitar uma tarefa que sabe que precisa fazer, existe um padrão.

Essa diferença importa porque culpa não resolve procrastinação.

Consciência resolve mais do que culpa.


O segredo está menos na motivação e mais no movimento

Muita gente espera sentir vontade para começar.

Espera estar inspirado.

Descansado.

Concentrado.

Confiante.

Completamente preparado.

Mas esse momento pode nunca chegar.

A motivação oscila.

O dia muda.

Seu humor muda.

Seu nível de energia muda.

Se você depender de vontade para agir, sua execução também vai oscilar.

Por isso, construa sistemas simples.

Defina horários.

Divida tarefas.

Reduza distrações.

Prepare o ambiente.

Tenha um ritual de início.

Comece sempre pelo primeiro passo.

A ideia não é eliminar completamente a resistência.

É fazer com que ela tenha menos poder sobre você.

Porque existe algo que a procrastinação não gosta:

movimento.

Você pode estar com medo e começar.

Pode estar sem vontade e começar.

Pode estar inseguro e começar.

Pode não saber exatamente como terminar e começar mesmo assim.

Começar não significa estar pronto.

Significa aceitar que a clareza também pode aparecer durante a ação.


Você não precisa vencer a procrastinação para começar

Talvez esse seja o erro mais comum.

Você pensa que primeiro precisa deixar de procrastinar.

Depois começará a fazer o que precisa.

Mas funciona ao contrário.

Você começa.

E, ao começar repetidamente, enfraquece o padrão de adiamento.

Uma tarefa de cada vez.

Um começo de cada vez.

Uma decisão de cada vez.

Quando perceber que está fugindo, não transforme isso em uma discussão interna de vinte minutos.

Pare a distração.

Escolha o menor passo possível.

Faça por cinco minutos.

Depois decida se continua.

Você não precisa sentir vontade.

Não precisa estar perfeitamente preparado.

Não precisa saber como tudo vai terminar.

Precisa apenas começar antes que sua mente encontre outra desculpa para esperar.

Porque a procrastinação promete que amanhã será mais fácil.

Às vezes, amanhã chega e continua sendo difícil.

A diferença é que, se você começou hoje, amanhã terá algo que ontem não tinha:

progresso.

E talvez parar de procrastinar não seja aprender a trabalhar sem resistência.

Talvez seja aprender a não obedecer automaticamente toda vez que ela aparece.

Pare de esperar o momento certo para começar. Comece — e deixe o movimento criar o próximo passo.